Esposa, filha e amante são detidos por homicídio de idoso em Bandeirantes

Três pessoas, incluindo a esposa e a filha de um idoso de 77 anos, foram presas pela.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

A Polícia Civil prendeu em flagrante a esposa, a filha e o amante da mulher pela morte de José Teixeira da Silva, de 77 anos, ocorrida no último sábado (21) em Bandeirantes, no Norte do Paraná. O idoso, que era acamado e utilizava fraldas, foi assassinado com um tiro enquanto se encontrava em sua residência.

O crime, inicialmente registrado como latrocínio, sofreu uma reviravolta nas investigações após os policiais identificarem diversas contradições no depoimento da esposa da vítima. A apuração indicou que a morte do idoso foi um homicídio forjado para se parecer com um assalto. A Justiça já negou o pedido de liberdade dos três suspeitos, que permanecem em prisão preventiva sob a acusação de homicídio qualificado.

Conforme o inquérito policial, a esposa acionou a Polícia Militar na madrugada do crime, afirmando que dois homens invadiram a casa, dispararam contra seu marido e fugiram levando o carro da família e cerca de R$ 15 mil. No entanto, essa versão apresentou falhas tanto logísticas quanto narrativas. A mulher alterou detalhes sobre os criminosos e o valor supostamente roubado, além de relatar ter priorizado prender o cachorro da família antes de buscar ajuda.

Diante das inconsistências encontradas e após a análise das mensagens no celular da mulher, o delegado Michel Araújo confrontou a esposa, que acabou confessando ter planejado o assassinato em conjunto com seu amante. A motivação do crime, segundo os relatos da esposa e da filha, estaria ligada ao comportamento supostamente controlador e violento da vítima. O planejamento do homicídio teria sido desencadeado pela recusa do idoso em custear um tratamento de saúde para a filha, mesmo tendo recursos financeiros disponíveis.

A esposa revelou à polícia que facilitou a entrada do amante no imóvel e forneceu a arma utilizada no crime. A filha, por sua vez, admitiu que sabia do plano há um mês. A defesa dos envolvidos questionou a validade das confissões, alegando que os depoimentos foram obtidos sob pressão psicológica e sem a presença de advogados.

O caso continua em investigação, com as autoridades buscando esclarecer todos os detalhes que levaram a essa tragédia familiar, enquanto a Justiça mantém a prisão preventiva dos suspeitos.

PUBLICIDADE

Relacionadas: