Uma investigação em andamento em Miami pode levar a uma acusação criminal contra a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, está analisando elementos que sustentariam acusações de corrupção e lavagem de dinheiro, relacionados à estatal petrolífera PDVSA entre 2021 e 2025.
Embora a denúncia ainda não tenha sido formalizada, aliados de Rodríguez foram informados que o caso poderá avançar caso Caracas não atenda demandas norte-americanas. O Departamento de Justiça dos EUA não se manifestou sobre o assunto, mas o vice-procurador-geral Todd Blanche classificou a informação como “completamente falsa”, o que foi contestado pela Reuters, que mantém sua apuração.
Autoridades dos EUA também apresentaram uma lista com pelo menos sete ex-integrantes do governo venezuelano e empresários ligados ao chavismo, sugerindo que esses nomes poderiam ser alvo de prisão ou extradição. Entre os mencionados estão Alex Saab, operador financeiro do antigo governo, e Raul Gorrín, proprietário de uma emissora de televisão, ambos com acusações de corrupção nos EUA.
A legislação venezuelana dificulta a extradição de cidadãos nacionais, o que pode complicar os esforços americanos. Essas movimentações judiciais se contrastam com o discurso do presidente Trump, que afirmou recentemente que a relação com o novo governo venezuelano é “excelente” e destacou avanços na cooperação energética.

