Os Estados Unidos implementaram uma sobretaxa de 12,5% sobre diversos produtos brasileiros, com início em 24 de julho de 2026. A medida foi anunciada no dia 23 de julho e, apesar da nova tarifa, mais de 2.000 itens foram incluídos em uma lista de exceções, permitindo que parte significativa da pauta exportadora do Brasil permaneça sem a sobretaxa.
A decisão do governo de Donald Trump foi baseada em uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que se fundamentou na Seção 301 da Lei de Comércio. De acordo com Washington, o Brasil não teria adotado medidas suficientes para barrar a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.
Além da nova sobretaxa, o governo americano já havia anunciado anteriormente uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Assim, as taxas cumulativas podem atingir até 37,5% para alguns itens específicos.
Entre os produtos isentos da nova sobretaxa, estão a carne bovina, café, suco de laranja, minério de ferro e petróleo. A lista também inclui especiarias como canela, gengibre, baunilha, cúrcuma e pimenta, além de óleo de coco, ceras vegetais, borracha natural, fibras vegetais como juta e sisal, couros exóticos, produtos químicos básicos e insumos para defensivos agrícolas.
A maior parte dos itens isentos diz respeito a matérias-primas, alimentos, minerais e insumos industriais que são considerados estratégicos para as cadeias produtivas dos Estados Unidos. O USTR divulgou mais de 2.000 códigos tarifários que não estarão sujeitos à nova sobretaxa, refletindo a importância de preservar esses produtos no comércio bilateral entre os países.

