A classificação pode ser mais decisiva do que nunca no GP da Austrália. Isso porque a FIA aumentou o Q3 para 13 minutos, o que pode influenciar a corrida. Albert Park é um circuito semiurbano com pista estreita em alguns pontos, zonas de escape limitadas e um ritmo bem travado. Quem larga na frente aqui costuma controlar boa parte da corrida.
Além disso, com mais tempo no Q3, as equipes podem arriscar duas voltas rápidas, trabalhar melhor o aquecimento dos pneus e até esperar a pista evoluir no fim da sessão. Tudo isso pode embaralhar as últimas tentativas de pole.
A Aston Martin começa sob pressão, com questionamentos sobre a integração com a Honda. Existe a possibilidade de a equipe priorizar confiabilidade em vez de desempenho ou até abandonar cedo caso o cenário fique insustentável. Em começo de campeonato, perder pontos assim dói o dobro.
Lewis Hamilton pode ser o grande termômetro da nova era. A melhora da Ferrari nos testes chamou atenção, e Hamilton está renovado. A última grande mudança de regulamento, a do efeito solo, não encaixou totalmente com o estilo dele.