Após três dias de assembleia com 27 sindicatos, a Federação Nacional dos Policiais Federais aprovou o estado de greve. A decisão, tomada na quinta-feira (26), tem como objetivo pressionar o governo federal por melhorias para a categoria. Marcos Avelino, vice-presidente da Fenapef, destacou que os sindicatos devem realizar Assembleias Gerais Extraordinárias na próxima semana para discutir novas ações relacionadas às negociações.
Com a aprovação do estado de greve, o governo federal iniciou um canal de comunicação com a Fenapef. Avelino informou que há interlocução com dois ministérios e aguarda propostas concretas. A Fenapef utiliza essa estratégia como pressão para que o Palácio do Planalto apresente uma proposta antes de uma possível paralisação efetiva.
A mobilização pode afetar diversas atividades da Polícia Federal, como investigações e serviços administrativos, provocando danos em operações em andamento. A categoria acredita que uma paralisação poderá expor fragilidades do governo na segurança pública e a percepção de inércia no combate ao crime organizado.
Entre as principais reivindicações estão o reajuste salarial e a valorização profissional. Agentes expressam descontentamento com a atual estrutura de salários, considerando-a injusta. Além disso, a categoria se mostra frustrada com a falta de implementação do Funcoc, um fundo prometido para o combate às organizações criminosas, que ainda não foi efetivado. Paralelamente, os delegados da Polícia Federal aprovaram uma paralisação chamada “82 horas sem a PF”, evidenciando um racha entre as duas categorias, que se intensificou desde uma greve geral em 2012.

