Greve dos Correios chega ao fim com reajuste de 4,09% definido pelo TST

O Tribunal Superior do Trabalho encerrou a greve dos trabalhadores dos Correios, que durou duas semanas, e.
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A greve dos trabalhadores dos Correios foi encerrada na última sexta-feira (25), após uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que determinou o retorno dos empregados às suas atividades. A paralisação, que teve início em 10 de setembro, durou aproximadamente duas semanas e foi marcada por um intenso debate sobre as condições de trabalho e o plano de saúde da categoria.

O julgamento do dissídio coletivo pelo TST resultou em uma votação que considerou a greve não abusiva, rejeitando o pedido da empresa para que a paralisação fosse considerada irregular. Além disso, o tribunal estabeleceu um reajuste salarial de 4,09%, que será aplicado retroativamente a 1º de agosto. Esse percentual TAMBÉM se estenderá a benefícios atrelados ao salário, como vale-refeição e bolsa-creche.

Embora os dias em que os trabalhadores estiveram parados não sejam descontados, a compensação das horas não trabalhadas foi autorizada pelo TST. A forma de reposição dessas horas deverá ser negociada entre a empresa e os sindicatos que representam os funcionários. Durante a greve, uma determinação judicial previa a manutenção de 80% do efetivo em atividade.

O presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, justificou a decisão afirmando que não houve demonstração de abusividade na greve. Ele destacou a amplitude territorial do país e a grande quantidade de agências dos Correios, argumentando que a paralisação em algumas localidades não configura um bloqueio efetivo do serviço.

A greve foi motivada, principalmente, por conflitos relacionados ao plano de saúde dos trabalhadores, que abrange empregados, aposentados e seus dependentes. A empresa tem defendido mudanças no modelo de custeio do plano como parte de um processo de reestruturação financeira, o que gerou divergências anteriores e reacendeu as tensões entre a direção e os empregados.

A situação financeira dos Correios é crítica, com um prejuízo de R$ 2,4 bilhões registrado no segundo trimestre de 2026. A estatal busca um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, para financiar sua reestruturação. Com o retorno dos trabalhadores ao trabalho, espera-se uma recuperação gradual no fluxo de atendimento e nas entregas que foram impactadas pela greve.

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