Um indivíduo identificado como Jailton Chaves dos Santos Junior, de 27 anos, foi morto em pleno Centro de Maringá, na Rua Joubert Carvalho, nas imediações da Avenida São Paulo, em um erro de traçado para a fuga levou a prisão de três suspeitos pela execução, naturais de Feira de Santana, na Bahia.
De acordo com informações da PM-PR (Polícia Militar do Paraná), Rone Clay Borges Silva, de 25 anos, Arthur Carvalho de Souza, de 18, e Samuel Santos Santana Brito, de 21, são apontados como responsáveis pelo homicídio e teriam ligação com o Comando Vermelho (CV).
As investigações indicam que o grupo percorreu cerca de 2,2 mil quilômetros para cometer o crime em frente ao local onde Jailton Junior trabalhava.
As primeiras apurações mostram que a vítima aguardava o início do expediente após retornar de uma consulta odontológica quando foi surpreendida pelos ocupantes de um Fiat Mobi. Um dos homens desceu do veículo e efetuou diversos disparos. Jailton morreu antes da chegada das equipes de socorro.
Logo após o assassinato, os autores fugiram utilizando um Fiat Mobi com placas adulteradas. Durante a abordagem, policiais localizaram as placas originais do automóvel e constataram que o carro é registrado em São Gonçalo dos Campos, na Bahia.
Segundo a Polícia Militar, um erro na rota de fuga contribuiu para a rápida localização dos suspeitos. O veículo passou pelas proximidades do 4º Batalhão da PM, onde equipes já estavam mobilizadas após receberem informações sobre o homicídio.
Além disso, uma testemunha conseguiu anotar a placa utilizada na fuga e repassou os dados ao Centro de Operações Policiais Militares (Copom). Com as informações, equipes iniciaram buscas e localizaram o automóvel poucos minutos depois na Avenida Tuiuti, nas proximidades da Avenida Colombo. Os três ocupantes foram presos sem apresentar resistência.
Durante a ação, foram apreendidos uma pistola, dois carregadores, uma balaclava, aparelhos celulares e placas veiculares. Todo o material foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação.
A motivação do assassinato ainda é apurada pela Polícia Civil. Uma das linhas investigativas considera a possibilidade de o crime estar relacionado a uma dívida decorrente de atividades de agiotagem atribuídas à vítima na Bahia. Familiares informaram que Jailton teria emprestado uma quantia elevada de dinheiro e não conseguiu reaver o valor.
Outra hipótese analisada pelos investigadores é a participação de integrantes de uma facção criminosa baiana na execução. A Polícia Civil busca esclarecer as circunstâncias do homicídio, identificar eventuais mandantes e confirmar o motivo do crime.
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Fonte:Paraná Jornal

