A Polícia Militar identificou Roberto Liberato, de 46 anos, como o homem que morreu após manter um casal de idosos como refém em Londrina, no Norte do Paraná. A situação ocorreu na madrugada desta quarta-feira (12) e durou aproximadamente 15 horas, tendo início na manhã de terça-feira (11).
Liberato invadiu o apartamento de um casal de 60 e 67 anos, no oitavo andar de um condomínio, armado com uma faca. Durante o período em que manteve as vítimas sob sua custódia, ele chegou a tirar uma selfie dentro do imóvel. A corporação informou que as alternativas de negociação foram esgotadas antes da intervenção das forças policiais.
Na noite de quarta-feira, após as tentativas de diálogo fracassarem, a equipe do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) decidiu entrar no apartamento. O homem, que havia feito ameaças e se mostrado agressivo, jogou objetos pela janela e pediu socorro em meio à crise. Ele acabou se rendendo, mas foi atingido por uma arma de incapacitação neuromuscular, conhecida como taser, e sofreu uma parada cardiorrespiratória, não resistindo à situação.
As vítimas foram resgatadas em segurança e receberam atendimento do Samu e do Siate. Ambas passam bem após o ocorrido. A Polícia Militar revelou que o suspeito entrou em surto ao descobrir que sua família pretendia encaminhá-lo para tratamento psiquiátrico, o que desencadeou a série de eventos trágicos.
Antes de fazer os idosos reféns, Liberato teria discutido com sua esposa, esfaqueado o próprio cunhado e invadido dois apartamentos vizinhos. Ele residia no condomínio há cerca de 12 anos com a família. A Companhia de Choque do 5º Batalhão da PM foi a primeira a atender a ocorrência, antes da intervenção do BOPE, que assumiu a negociação com o homem, que se mostrou irredutível em suas ameaças.
Diante do que foi considerado um risco iminente aos idosos, os policiais realizaram uma entrada tática no apartamento, levando à utilização do dispositivo elétrico incapacitante. O caso gerou grande repercussão na região, levantando questões sobre a saúde mental e a necessidade de suporte para situações similares.