Neste sábado, 22, o Irã emitiu uma grave advertência sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, caso nações vizinhas decidam apoiar as novas medidas econômicas impostas pelos Estados Unidos, liderados pelo presidente Donald Trump. A declaração foi feita pelo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, que enfatizou a posição do país em relação à colaboração com os EUA.
Rezaei declarou que "se os países vizinhos do Irã cooperarem com os americanos na guerra econômica, nem uma gota de petróleo sairá pelo Estreito de Ormuz". O dirigente iraniano classificou como inimigos aqueles que decidirem ajudar os EUA em suas ações contra o regime de Teerã. A tensão entre o Irã e os Estados Unidos tem aumentado, especialmente após o governo americano ter anunciado novas sanções que visam pressionar a economia iraniana e limitar suas receitas de petróleo.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a intenção é aumentar a pressão sobre o Irã, implementando as sanções mais severas já aplicadas ao país. Trump também fez alertas a nações que continuarem a apoiar o Irã, intensificando as tensões em um cenário já delicado entre os EUA, Israel e o regime iraniano. Essa pressão já resultou em uma significativa diminuição do comércio na região do Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é considerado uma rota estratégica essencial para o transporte de petróleo ao redor do mundo. Atualmente, a passagem está operando em níveis abaixo do normal, afetada pela guerra e pelas restrições impostas pelo Irã. Essa situação já impacta os exportadores do Golfo, com os preços do petróleo apresentando variações significativas.
Na última sexta-feira, 21, o preço do petróleo Brent fechou a US$ 94,39 por barril, equivalente a cerca de R$ 487, enquanto o WTI terminou em US$ 87,06, aproximadamente R$ 449. Apesar das tensões, o Irã permitiu a passagem de alguns navios-tanque iraquianos pelo estreito, após negociações com o governo de Bagdá.
A possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz não apenas afetaria o preço do petróleo, mas também impactaria o transporte de combustíveis e outras mercadorias entre os países do Golfo e os mercados asiáticos. Nações como China e Japão, que dependem dessa rota para obter energia, estariam entre as mais afetadas por um eventual fechamento da passagem.

