Janja da Silva fala sobre memórias de violência em retorno a Curitiba

Durante discurso na Assembleia Legislativa do Paraná, Janja da Silva refletiu sobre seu passado na cidade e.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

A primeira-dama Janja da Silva (PT) expressou, nesta terça-feira (18), durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que seu retorno a Curitiba traz à tona tanto lembranças positivas quanto recordações de "momentos de violência". O evento teve como foco o Pacto Brasil contra o Feminicídio, iniciativa lançada pelo governo federal em fevereiro deste ano.

"Voltar ao Paraná, à minha cidade, sempre traz lembranças boas e lembranças não tão boas, porque em algum momento nós passamos por situações de violência", destacou Janja, sem entrar em detalhes sobre os episódios mencionados.

Em seu discurso, a primeira-dama também recordou sua trajetória na Assembleia Legislativa, onde trabalhou e ajudou a sustentar sua mãe. "Aqui nessa Assembleia eu trabalhei e construí parte da minha vida, sustentei minha mãe. Nunca imaginei estar nesse lugar [discursando como primeira-dama]", afirmou, visivelmente emocionada.

Janja enfatizou a necessidade de políticas efetivas para enfrentar a violência contra as mulheres, afirmando que o combate ao feminicídio deve ser uma responsabilidade contínua do Estado, sem estar atrelado a disputas políticas ou ideológicas.

A audiência foi proposta pelas deputadas estaduais Ana Júlia Ribeiro (PT) e Luciana Rafagnin (PT) e contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes; do ministro de Relações Institucionais da Presidência, José Guimarães; e das deputadas federais Carol Dartora (PT) e Gleisi Hoffmann (PT), entre outras autoridades.

A visita de Janja à Alep também simbolizou um reencontro com um espaço que faz parte de sua história pessoal, especialmente considerando que seu parceiro, Luiz Inácio Lula da Silva, passou 580 dias preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, condenado pela Operação Lava Jato. Apesar da reflexão sobre seu passado, a primeira-dama não especificou quais eventos de violência estavam entre as lembranças negativas que mencionou durante sua fala.

PUBLICIDADE

Relacionadas: