O governo do Japão oficializou nesta segunda-feira (2) a criação da Agência Nacional de Gestão de Desastres, estrutura que reúne mais de 350 funcionários e ficará sob o comando do primeiro-ministro Sanae Takaichi, com supervisão do ministro Goshi Hosono. O órgão foi concebido para coordenar ações de prevenção, resposta a emergências e reconstrução, integrando a atuação de diferentes ministérios e órgãos públicos antes, durante e depois de grandes catástrofes.
O país está entre os mais expostos a terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas. O governo japonês aponta como cenários de risco terremotos de grande escala, inclusive na Fossa de Nankai e na região de Tóquio, além de uma possível erupção do Monte Fuji. Diante disso, as autoridades fizeram um apelo para que moradores e governos locais reforcem a preparação.
Entre as medidas recomendadas estão manter alimentos e água armazenados, fixar móveis para reduzir acidentes, conferir rotas e abrigos de evacuação e avaliar a segurança das residências. O alerta considera que a capacidade de resposta do poder público pode ser insuficiente diante de uma catástrofe de grandes proporções.
Uma estimativa oficial citada pela agência Associated Press prevê que um terremoto ligado à Fossa de Nankai poderia causar até 298 mil mortes e deslocar milhões de pessoas. Trata-se de um cenário de risco, sem previsão de data para que ocorra.
A nova agência também pretende melhorar as condições dos abrigos, com medidas como ampliação do acesso a banheiros, refeições quentes, banhos e camas. O governo lista dificuldades ainda existentes na preparação de municípios e na assistência a idosos e pessoas com deficiência durante evacuações.