O julgamento que analisaria o pedido para investigar o ministro André Mendonça por suposto abuso de autoridade no caso Master foi adiado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão que ocorreria no dia 23 de setembro não irá mais contar com essa pauta, conforme determinação do presidente da Corte, Luiz Edson Fachin.
O pedido de investigação havia sido apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes, que também aponta indícios de improbidade administrativa na conduta de Mendonça. O caso teve início a partir da condução de medidas relacionadas ao Banco Master, inicialmente dentro do inquérito das fake news, até que Fachin assumiu a relatoria do processo.
No centro do conflito entre Mendonça e Moraes está um relatório de inteligência elaborado pela Polícia Federal. Este documento, que é interno e não possui valor probatório, sugere que Mendonça teria direcionado as investigações sobre o Banco Master com a intenção de atingir Moraes.
A utilização deste relatório gerou novas tensões entre o STF e a Polícia Federal, resultando em um embate sobre a permanência de Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da corporação. Em meio a essa disputa, Fachin decidiu que Rodrigues permanecerá na função, mas sua continuidade está sujeita a uma análise mais detalhada do caso.
Com a retirada do processo da pauta, o pedido de investigação contra Mendonça não será discutido na sessão do STF agendada para o dia 23 de setembro. Essa decisão amplia as controvérsias em torno das investigações relacionadas ao Banco Master e a atuação dos ministros envolvidos.