Keiko Fujimori é empossada como presidente do Peru após vitória apertada nas urnas

Keiko Fujimori assume a presidência do Peru em cerimônia no Congresso, encerrando uma disputa eleitoral marcada por.
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Keiko Fujimori foi empossada nesta terça-feira (28) como a nova presidente do Peru, após uma das eleições mais acirradas da história recente do país. A líder do Fuerza Popular superou o candidato Roberto Sánchez por uma margem de 49.641 votos, resultado que foi oficialmente confirmado pelo Júri Nacional de Eleições (JNE) após um processo de revisão que durou 22 dias.

Com 9.223.396 votos, o que representa 50,135% dos votos válidos, Fujimori conseguiu se destacar em um pleito que a consagrou na sua quarta tentativa de alcançar a presidência. Já seu oponente, Sánchez, obteve 9.173.755 votos, correspondendo a 49,865% do total.

A cerimônia de posse ocorreu em uma sessão solene no Congresso e simboliza o retorno da direita ao poder no Peru. Keiko, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o país entre 1990 e 2000, traz o sobrenome Fujimori de volta à Casa de Pizarro após 26 anos de sua saída.

Estiveram presentes na solenidade diversas autoridades internacionais, incluindo o presidente da Argentina, Javier Milei, e o rei Felipe VI, da Espanha. Também compareceram presidentes de países como Chile, Bolívia, Equador, Honduras, Panamá, Paraguai e Uruguai. A delegação dos Estados Unidos foi chefiada pelo vice-secretário de Estado, Christopher Landau, e representantes de Japão, China e Marrocos também estiveram presentes.

Keiko Fujimori assume a presidência em um contexto de crise política que assola o Peru há mais de uma década, caracterizada pela sucessão de presidentes destituídos. O presidente interino, José María Balcázar Zelada, escolhido pelo Congresso para um mandato temporário em fevereiro, foi responsável por entregar a faixa presidencial.

Apesar da vitória, a nova presidente enfrentará a necessidade de formar alianças políticas para governar, uma vez que a Força Popular obteve as maiores bancadas no Parlamento, com 41 deputados e 22 senadores, mas não alcançou a maioria em nenhuma das Casas. Isso exigirá acordos com outras legendas de direita e de centro para garantir a governabilidade durante seu mandato.

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