O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA (Centcom), completou neste sábado, 15, uma viagem de dez dias pelo Oriente Médio, onde visitou seis países e o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que opera nas águas da Arábia.
Durante sua estadia, Cooper se reuniu com diversas autoridades civis e militares e teve a oportunidade de inspecionar tropas americanas que estão mobilizadas na região. A viagem ocorre em um contexto de alta tensão militar entre os Estados Unidos e o Irã, destacando a importância das discussões sobre segurança regional.
O itinerário de Cooper incluiu paradas no Bahrein, Iraque, Israel, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, onde ele tratou de questões relevantes com os líderes locais e acompanhou as atividades das forças armadas dos EUA.
No último dia da viagem, o almirante visitou o USS Abraham Lincoln, que está no mar há mais de 240 dias consecutivos, participando ativamente de operações militares relacionadas ao Irã e do bloqueio naval contra seus portos. A embarcação chegou ao Oriente Médio em janeiro e é responsável por milhares de decolagens e pousos de aeronaves de combate desde que iniciou suas atividades na região.
A presença contínua do USS Abraham Lincoln reflete a estratégia de pressão militar e econômica imposta por Washington a Teerã. O bloqueio naval visa limitar a capacidade do Irã de controlar rotas marítimas estratégicas, como a área do Estreito de Ormuz, que é crucial para o comércio global de petróleo.
Entretanto, a longa permanência do porta-aviões gera preocupações sobre o desgaste das forças americanas. A falta de escalas em portos pode afetar as condições de descanso, abastecimento e saúde mental dos militares. A Marinha, por sua vez, assegura que oferece suporte adequado aos tripulantes e que não houve um aumento significativo nos problemas psicológicos entre eles.

