O líder do banco digital The Boss, José Oswaldo Dell’Agnolo, apontado como principal articulador de um esquema de golpe financeiro, prestou depoimento à Polícia Federal, mas optou por permanecer em silêncio. Segundo ele, a decisão foi tomada por estar sem advogado constituído no momento do interrogatório. Ele também disse ter recusado o advogado indicado pelo próprio pai, além de outros cinco profissionais que o procuraram enquanto estava preso.
Durante o depoimento, Oswaldo afirmou que exerceu o direito constitucional de não responder às perguntas por não contar com defesa técnica. Diante da situação, um defensor público deverá ser designado para atuar no caso. José Oswaldo Dell’Agnolo foi indiciado por oito crimes diferentes, entre eles crime contra economia popular, falsidade ideológica, operação financeira sem autorização e lavagem de dinheiro.
O investigado foi preso no dia 6 de dezembro, em Santa Catarina. Contra ele havia um mandado de prisão, e a polícia chegou a levantar a suspeita de que ele teria deixado o Brasil. No entanto, Oswaldo foi localizado em um hotel de luxo no litoral catarinense. A empresa The Boss é suspeita de aplicar golpes financeiros que teriam causado um prejuízo estimado em quase R$ 1 bilhão a investidores.
No momento da prisão, a polícia encontrou cerca de R$ 5 milhões em dinheiro vivo no quarto onde Oswaldo estava hospedado. Também foram apreendidos dez celulares, chaves de veículos, relógios de luxo e um MacBook. Outras empresas também estão sendo investigadas.

