O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou uma mudança significativa em sua equipe de campanha à reeleição, afastando o ministro Sidônio Palmeira da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do núcleo responsável pela condução das atividades eleitorais. Essa decisão foi tomada a apenas seis dias do início da propaganda eleitoral.
Apesar da alteração, Sidônio Palmeira continuará à frente da Secom e manterá seu cargo no governo, mas não estará mais envolvido nas decisões cotidianas da campanha. A responsabilidade pelo marketing eleitoral será transferida para Raul Rabelo, que é sócio de Sidônio, além de contar com a colaboração de Chico Kertész e Tiago Cesar dos Santos, que já ocupou uma posição de destaque na Secom.
Essa mudança ocorre após um período de tensão e desgaste na comunicação do governo, com diferentes visões entre os membros da equipe de Lula. O presidente enfatizou a necessidade de evitar uma sobreposição entre a comunicação institucional e as atividades da campanha eleitoral, afirmando que não haverá “duplo comando” durante esse processo. Sidônio poderá continuar a contribuir com opiniões, mas as decisões finais ficarão a cargo da nova equipe de marketing.
Sidônio Palmeira já havia sido um dos principais responsáveis pela estratégia de comunicação da campanha de Lula em 2022, consolidando-se como um dos auxiliares mais próximos do presidente. Nos últimos meses, no entanto, ele enfrentou pressões do presidente a respeito da condução da comunicação do governo e divergências com outros integrantes do núcleo político.
A decisão de Lula também segue a recente saída de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que deixou sua posição na estrutura do governo após a revelação de que recebeu recursos da empresária Roberta Luchsinger. Esta empresária está sendo investigada na Operação Sem Desconto, que apura fraudes relacionadas a descontos de aposentados e pensionistas do INSS. Luchsinger também foi mencionada nas investigações devido a sua ligação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e confirmou à Polícia Federal que conhecia o filho do presidente, apresentando-o a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

