Lula aponta conexão de cinco ministros do STF com caso do Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que cinco ministros do Supremo Tribunal Federal estão envolvidos.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, na última sexta-feira, 18, que cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão direta ou indiretamente ligados ao caso do Banco Master. Durante uma entrevista à Rádio Tupi, no Rio de Janeiro, Lula expressou preocupação com a situação da Corte, embora não tenha revelado os nomes dos magistrados envolvidos.

Lula também admitiu ter se encontrado com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, em 4 de dezembro de 2024, a pedido do ex-banqueiro. Vorcaro teria exposto dificuldades enfrentadas pela instituição e alegado estar sendo “perseguido”. O presidente afirmou que respondeu que o governo faria uma investigação sobre o caso e que, se não fossem encontradas irregularidades, o banco poderia continuar suas atividades.

Com o desenrolar das investigações, a Polícia Federal (PF) prendeu Vorcaro e o Banco Central decidiu liquidar o Banco Master devido a suspeitas de fraudes financeiras. O encontro entre Lula e Vorcaro durou aproximadamente 20 minutos e contou com a presença de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Importante ressaltar que essa reunião não estava registrada na agenda oficial do presidente nem nos registros públicos da Presidência da República.

O presidente Lula atribuiu ao caso um impacto negativo de R$ 60 bilhões nos cofres públicos, afirmando que o esquema envolveu outros bancos e fundos de pensão de governos estaduais, além de operações com títulos que, segundo ele, não existiam.

A análise do celular de Vorcaro ampliou as frentes de investigação. O ministro André Mendonça decidiu retirar o sigilo de 15 procedimentos relacionados ao caso, além do processo principal. O ministro Edson Fachin determinou a divulgação do material, exceto informações cujo sigilo seja necessário para proteger diligências em andamento.

Lula criticou o que chamou de “divulgação seletiva” das informações da investigação, afirmando que “muita gente está com medo” e que ainda há dados não divulgados sobre as relações de Vorcaro com autoridades. O presidente voltou a defender a retirada total do sigilo das informações pertinentes ao caso.

PUBLICIDADE

Relacionadas: