Lula considera medidas de retaliação após expulsão de delegado pelos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou que o Brasil pode responder à expulsão de um.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, declarou que o Brasil poderá tomar medidas de reciprocidade após a expulsão de um delegado da Polícia Federal pelo governo dos Estados Unidos. O oficial foi expulso por suposto envolvimento na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem. A fala de Lula ocorreu em uma agenda oficial na Alemanha, na terça-feira, 21.

Lula enfatizou que o Brasil reagirá caso se confirme que houve um "abuso" por parte das autoridades norte-americanas em relação ao delegado Marcelo Ivo de Carvalho. Ele afirmou que "se houve um abuso dos americanos com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com os deles no Brasil". O presidente deixou claro que o país não aceitará ingerências e abusos de autoridade por parte de autoridades americanas.

O governo dos EUA justificou a expulsão do delegado alegando uma tentativa de manipulação do sistema migratório do país. Em uma nota, as autoridades norte-americanas afirmaram que não permitirão ações que busquem contornar pedidos formais de extradição ou que ampliem perseguições políticas em seu território. "Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração tanto para contornar pedidos de extradições formais quanto para estender caça às bruxas política ao território dos Estados Unidos", diz a nota.

Alexandre Ramagem, que se encontra nos EUA desde o ano passado, é considerado foragido pela Justiça brasileira, tendo sido condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Essa condenação também envolveu o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi sentenciado por golpe de Estado. Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão de Bolsonaro, foi eleito deputado federal em 2022, mas perdeu seu mandato em dezembro do ano passado após a decisão do STF.

A situação gera um contexto tenso nas relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em um momento em que Lula busca fortalecer a posição do país em questões internacionais. A possibilidade de retaliação pode abrir novos desdobramentos nas interações diplomáticas entre as nações, refletindo as complexidades das relações bilaterais atuais.

PUBLICIDADE

Relacionadas: