Lula e Xi Jinping estreitam laços e avançam em acordos comerciais

Em conversa telefônica, presidentes de Brasil e China discutem fortalecimento da cooperação e aceleram negociações entre Mercosul.
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Na noite do domingo, 26 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma ligação com o secretário-geral do Partido Comunista da China, Xi Jinping. O diálogo, que durou mais de uma hora, teve como foco principal o fortalecimento de projetos de desenvolvimento e a intensificação da colaboração em setores como inteligência artificial, satélites, minerais críticos e comércio de fertilizantes.

Durante a conversa, Lula e Xi Jinping expressaram a intenção de acelerar as negociações para um acordo entre o Mercosul e a China. O presidente brasileiro destacou o compromisso do governo em diversificar e ampliar os mercados internacionais.

O comunicado oficial sobre a conversa mencionou que o acordo para isenção de vistos de curta duração deve favorecer o turismo e criar mais oportunidades de negócios entre os dois países. A agência estatal chinesa Xinhua informou que Xi Jinping reforçou o apoio da China ao Brasil em sua "rejeição à interferência externa" e manifestou interesse em fortalecer a coordenação em fóruns bilaterais e multilaterais.

Esse contato entre os líderes ocorreu logo após a implementação de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que entraram em vigor na quarta-feira, 22. Essa tarifa de 25% é consequência de uma investigação iniciada após o anúncio do ex-presidente Donald Trump, em julho de 2025, de um aumento anterior de 50% nas taxas para o Brasil.

Lula e Xi Jinping também discutiram os conflitos no Oriente Médio, destacando os efeitos negativos das restrições à navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb sobre a economia global, além de expressarem preocupação com a situação em Gaza. Ambos defenderam o papel do Grupo de Amigos da Paz na busca por soluções para a Guerra na Ucrânia.

Os presidentes criticaram a atuação do Conselho de Segurança da ONU diante das crises atuais e reconheceram que o futuro Secretário-Geral enfrentará desafios significativos no cenário internacional. Por fim, reafirmaram o compromisso de Brasil e China com a defesa do multilateralismo e concordaram em manter um diálogo contínuo em organismos como a ONU e os Brics.

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