María Corina Machado e Edmundo González rejeitam diálogo com o chavismo

Os líderes opositores da Venezuela, María Corina Machado e Edmundo González, declararam que não participarão de conversas.
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Os opositores venezuelanos María Corina Machado e Edmundo González informaram neste domingo, 26, que não irão se envolver em discussões com o governo chavista, atualmente sob a liderança de Delcy Rodríguez. A declaração foi feita por meio de um comunicado publicado em suas contas oficiais no X, onde ambos apresentaram uma série de exigências para considerar qualquer forma de diálogo com o regime.

Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, e González, que venceu as eleições presidenciais de 2024, mas não assumiu o cargo, esclareceram que não participaram da criação de um novo mecanismo de diálogo que foi anunciado por Membros da Assembleia Nacional de 2015 e representantes do chavismo. "Não nos cabe explicar seu escopo ou suas decisões", afirmaram no comunicado, pedindo que os responsáveis pela iniciativa esclareçam ao país os objetivos, métodos e cronograma propostos.

A menção à Assembleia Nacional de 2015 é significativa, uma vez que representa a oposição ao chavismo na Venezuela. Nas eleições daquele ano, a oposição conquistou a maioria no Parlamento, mas seu poder foi progressivamente minado por manobras do ex-ditador Nicolás Maduro, que governou o país desde 2013.

Recentemente, um acordo que conta com o apoio do governo dos Estados Unidos foi anunciado. Jorge Rodríguez, atual presidente da Assembleia Nacional, e sua irmã Delcy, que ocupa a presidência interina da Venezuela, revelaram a criação de um canal de diálogo com a oposição, que começará em 1º de agosto. No entanto, Corina e González afirmaram que não se oporão a iniciativas que promovam avanços reais e que avaliarão qualquer proposta com base em conquistas concretas, como a restauração das instituições democráticas e a libertação de presos políticos.

Em suas declarações, eles destacaram a importância de garantias reais para todos os envolvidos, sem exclusões, e um cronograma para a realização de eleições presidenciais em prazos adequados, salientando que isso é o que o povo venezuelano exige e que eles acompanharão de perto.

A situação política na Venezuela se tornou ainda mais complexa desde a captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, pelo governo de Donald Trump. Maduro enfrenta quatro acusações criminais nos Estados Unidos, incluindo conspiração para narcoterrorismo. Caso seja condenado, ele pode pegar prisão perpétua.

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