Entre 2023 e 2025, 87% das instituições que fazem parte do programa Parceiro da Escola, voltado para os Anos Finais do Ensino Fundamental, registraram crescimento nas notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Essa informação foi divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) e refere-se às 79 escolas que participaram das duas últimas edições do Ideb, sendo que 69 delas apresentaram evolução no índice. Os resultados foram publicados no dia 5 de agosto de 2026.
No primeiro Ideb após a implementação do programa, a média das notas subiu de 5,18 pontos em 2023 para 5,63 pontos em 2025, representando um aumento de 0,45 ponto em dois anos. O programa, que foi criado por meio de uma lei estadual e iniciado em 2025, tem como objetivo melhorar a gestão administrativa e a infraestrutura das escolas, contando com parcerias de instituições especializadas em gestão educacional.
As empresas que participam do programa são responsáveis por diversas áreas, como suporte administrativo, limpeza e fornecimento de materiais, enquanto a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) mantém a gestão pedagógica das escolas. Atualmente, 95 escolas estaduais estão integradas ao programa, abrangendo diferentes regiões do estado.
Um dos fatores que contribui para o aumento nas notas do Ideb é o crescimento na frequência escolar. Entre 2024 e 2025, as instituições do Parceiro da Escola apresentaram um aumento médio de 2,6% na frequência de alunos, o que equivale a aproximadamente 1,4 mil estudantes que passaram a frequentar as aulas de maneira regular. Essa melhoria é atribuída à significativa redução das aulas vagas e ao fortalecimento do acompanhamento pedagógico, além de um maior engajamento dos alunos em atividades escolares e extracurriculares.
O avanço também foi observado no Ensino Médio, que é considerado a etapa mais desafiadora da educação. No período analisado, 80,5% das escolas participantes apresentaram crescimento nas notas, elevando a média de 4,4 para 4,99 pontos entre 2023 e 2025. A pesquisa revelou que 84,2% das famílias recomendariam o modelo do programa e 92,2% perceberam um maior cuidado da escola com os estudantes.
Além disso, houve uma redução de 99% nas aulas vagas e um aumento de quase 80% nas observações pedagógicas feitas em sala de aula, o que fortaleceu o acompanhamento do processo de aprendizagem dos alunos.

