O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, manifestou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a fotografia escolhida pelo presidente Lula (PT) para sua urna eletrônica não apresenta irregularidades. Na imagem, o presidente está utilizando um chapéu-panamá, que, segundo o Ministério Público Eleitoral, não possui "conotação de propaganda eleitoral" e não prejudica o reconhecimento do candidato nas eleições deste ano, em que busca seu sétimo mandato presidencial.
O chapéu-panamá ganhou notoriedade no século XX, especialmente durante a construção do Canal do Panamá, quando trabalhadores e o então presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, o utilizavam para se proteger do sol. Apesar de seu nome, a produção dos chapéus ocorre no Equador, e a sua passagem pelo Panamá ajudou a popularizar a denominação atual.
Esta é a primeira vez que Lula opta por usar o chapéu em uma eleição presidencial. De acordo com a assessoria de imprensa do presidente, a adoção do acessório ocorreu a partir de uma recomendação médica após a remoção de uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo em abril deste ano. Lula, que tem 80 anos, agora utiliza o chapéu como parte de seu visual na campanha.
Em seu parecer enviado ao TSE, Espinosa destacou que "a permissão da indumentária na fotografia do candidato é a solução que melhor atende ao pluralismo político, que, como fundamento do Estado Democrático de Direito, tem relevância especial na aplicação do direito eleitoral".
A resolução do TSE que regulamenta as imagens dos candidatos para a urna eletrônica estabelece que a fotografia deva ser frontal, em busto e com "trajes adequados para fotografia oficial". Além disso, a norma proíbe "a utilização de elementos cênicos e de outros adornos, especialmente os que tenham conotação de propaganda eleitoral ou que induzam ou dificultem o reconhecimento do candidato pelo eleitorado".

