Naufrágio de balsa na Guiana deixa 133 pessoas a bordo e provoca operações de resgate

Uma balsa que transportava 133 pessoas afundou na costa da Guiana, resultando em operações de resgate que.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

Equipes de resgate estão mobilizadas desde a noite do último sábado, 18, na costa da Guiana, após o naufrágio de uma balsa que transportava 133 pessoas durante a travessia entre Georgetown e Port Kaituma. Até o momento, 67 pessoas foram resgatadas, entre elas 15 crianças, conforme informações do governo local e da agência internacional de notícias AFP. As operações de busca continuam, pois várias pessoas ainda estão desaparecidas, e o governo da Guiana não confirmou oficialmente o número de mortos.

A embarcação MV Barima, que já possui 87 anos de operação, partiu da capital, Georgetown, às 3h15 e estava equipada com um total de 250 coletes salva-vidas, além de dois botes rígidos e seis infláveis. O alerta sobre o naufrágio foi recebido pelo ministro do Trabalho, Juan Edghill, às 23h01, e a principal hipótese levantada é que uma onda de grande porte tenha contribuído para o acidente.

Militares da Guarda Costeira e embarcações civis estão envolvidos nas operações de resgate, enquanto um segundo navio foi deslocado para atuar como base médica temporária. Um dos sobreviventes, Wayne Kitson, de 18 anos, relatou à emissora Kiskadee Watch que percebeu o naufrágio apenas ao acordar e teve que nadar por seis horas para alcançar segurança. “Eu temi pela minha mulher e minha filha”, compartilhou Kitson.

O incidente ocorreu na rota marítima que leva a Port Kaituma, situada no território de Essequibo, que abrange uma área de 160 mil km² e é rica em petróleo. A Guiana administra essa região há mais de um século, embora a área permaneça alvo de disputas diplomáticas com a Venezuela.

PUBLICIDADE

Relacionadas: