O meia Nikão afirmou que assumiu sua parcela de responsabilidade no rebaixamento do Athletico em 2024, ano do centenário do clube. Em entrevista, ele disse que a queda acabou ficando marcada para alguns nomes, como o dele próprio, além de Pablo, Thiago Heleno e Fernandinho. Segundo Nikão, a maioria dos outros jogadores não é mais lembrada pela torcida.
Nikão declarou que todos têm sua responsabilidade e sua parcela no rebaixamento. Para ele, quem tem uma história maior no clube acaba tendo a cobrança mais forte. O jogador também afirmou que a responsabilidade deve ser dividida como um todo, pois muitas coisas saíram do trilho durante o processo.
Um dos pontos da campanha foi a falta de concentração nos jogos em casa. No início daquele ano, o volante Fernandinho combinou com o então treinador Juan Carlos Osorio que o elenco principal não precisaria se apresentar na noite anterior aos jogos. A decisão gerou irritação do presidente Mario Celso Petraglia no fim do ano. Nikão, no entanto, disse que todos sabiam do acordo e que isso não justifica o rebaixamento.
O meia explicou que, no futebol brasileiro, quando o time ganha tudo está certo, e quando perde começam a surgir desculpas. Ele citou que muitas coisas aconteceram dentro do clube e afetaram o futebol diretamente ou indiretamente. Nikão também lembrou que, assim como ele, Pablo, Thiago Heleno e Fernandinho tiveram a permanência para a Série B descartada pela diretoria, em decisão tomada por Petraglia, que tem Márcio Lara como braço direito na gestão.
Atualmente, aos 32 anos, Nikão defende o Guangdong GZ-Power, da Segunda Divisão da China. Nesta temporada, soma 11 gols e 10 assistências em 26 jogos. Em 2025, foram nove gols e oito assistências em 31 partidas. Pelo Athletico, clube que defendeu de 2015 a 2021, conquistou a Copa do Brasil (2019), duas Copas Sul-Americanas (2018 e 2021) e dois Campeonatos Paranaenses (2016 e 2020), além de ser o quarto jogador com mais jogos pelo clube, com 343 partidas.