O Corinthians chega ao clássico contra o São Paulo com a pergunta incômoda sobre a própria identidade. O time que entra em campo este domingo, às 18h30, na Neo Química Arena, pela 15ª rodada do Brasileirão, será o da Libertadores, dominante e quase blindado, ou o do Campeonato Brasileiro, lento, pouco agressivo e preso na zona de rebaixamento?
A diferença não está apenas em ter a bola. No Brasileiro, o Corinthians também fica com ela, com posse média na casa de 53%. O problema é o que faz depois disso. Circula, troca passes, ocupa campo, mas finaliza pouco, machuca pouco e tem sido punido por adversários mais eficientes.
A versão que pode vencer
Se o Corinthians que aparecer contra o São Paulo for o da Libertadores, o clássico muda de figura. Nesse recorte, o time de Diniz tem mais controle territorial, erra menos passes, chega mais ao alvo e praticamente não concede gols.
A campanha continental tem 83,3% de aproveitamento, contra 35,7% No Brasileirão. A média de gols também pesa: são 1,75 por jogo Na Libertadores e apenas 0,71 no campeonato nacional. Defensivamente, a diferenca é ainda mais gritante, com 0,25 gol sofrido por partida no torneio sul-americano contra 0,92 No Brasileiro
Esse é o Corinthians que tem argumento para vencer em Itaquera. Quando consegue transformar posse em pressão, bola parada em ameaça e controle em finalização, o time deixa de parecer refém do jogo e passa a conduzir a partida.
O problema é que essa versão tem aparecido mais fora do Brasileirão do que dentro dele.

