A alteração no apetite feminino nos dias que antecedem a menstruação é um fenômeno amplamente observado e frequentemente retratado de forma estereotipada, muitas vezes associado ao desejo por doces, especialmente chocolate. Apesar desse tipo de representação ser por vezes utilizado de maneira pejorativa, há base fisiológica para explicar por que muitas mulheres relatam aumento da fome nesse período.
Essas mudanças tendem a ocorrer em mulheres com ciclos menstruais naturais, ou seja, que não utilizam métodos contraceptivos hormonais, embora a intensidade e a forma como se manifestam possam variar de pessoa para pessoa.
O principal fator envolvido é a oscilação hormonal característica da fase lútea do ciclo menstrual, que corresponde aproximadamente aos 12 a 14 dias entre a ovulação e o início da menstruação. Considerando um ciclo médio de 28 dias, a ovulação ocorre por volta do 14º dia, e a fase lútea se estende até o início do próximo ciclo.
Durante esse período, o organismo se prepara para uma possível gestação, o que leva a um aumento leve do metabolismo e, consequentemente, das necessidades energéticas.
Nesse intervalo, há elevação dos níveis de progesterona, um hormônio que exerce diversas funções no corpo, e redução dos níveis de serotonina, um neurotransmissor associado à regulação do humor e do apetite. Essa combinação pode favorecer o aumento da fome e o surgimento de desejos específicos por alimentos ricos em carboidratos, que são a principal fonte de energia do organismo.
Estudos indicam que, durante a fase lútea, pode haver um aumento médio de cerca de 300 quilocalorias na ingestão diária, valor que, embora relativamente pequeno, pode ser percebido ao longo de vários dias.
Além dos fatores hormonais, aspectos emocionais também podem influenciar o comportamento alimentar nesse período. Sintomas como inchaço, cólicas, cansaço e alterações de humor podem levar à busca por alimentos considerados reconfortantes, geralmente ricos em carboidratos simples.
Há ainda um componente comportamental e cultural, já que a associação entre menstruação e consumo de certos alimentos é amplamente difundida, podendo reforçar esse padrão independentemente de mudanças fisiológicas.
Mulheres que utilizam contraceptivos hormonais tendem a apresentar menor variação no apetite ao longo do ciclo, uma vez que os níveis hormonais são mantidos mais estáveis artificialmente.
Por outro lado, condições como a síndrome dos ovários policísticos podem intensificar essas sensações, devido a alterações hormonais adicionais que afetam o metabolismo e o apetite.
De modo geral, o aumento da fome e dos desejos alimentares costuma surgir entre 7 e 10 dias antes do início da menstruação, período em que os níveis de progesterona atingem valores mais elevados. Com a chegada da menstruação, caso não tenha ocorrido fecundação, há queda desses níveis hormonais, o que tende a normalizar o apetite.
Esse momento pode ser acompanhado por outros sintomas, como fadiga, especialmente nos primeiros 1 a 3 dias do ciclo, fase em que muitas mulheres relatam menor disposição. Após esse período inicial, é comum que haja retorno gradual ao estado habitual.
Embora essas alterações sejam naturais, sua intensidade pode ser influenciada por fatores como controle glicêmico, nível de estresse, presença de inflamação no organismo e padrão alimentar ao longo do mês.
Situações de restrição calórica excessiva, estresse elevado ou consumo frequente de alimentos com alto teor de açúcar podem acentuar os sintomas.
Uma abordagem prática para lidar com esse período envolve planejamento alimentar. Em vez de tentar restringir completamente o consumo de carboidratos, pode ser mais eficaz incorporá-los de forma equilibrada e consciente antes e durante a fase lútea.
A inclusão de alimentos como aveia, grãos integrais, leguminosas e tubérculos pode ajudar a atender às demandas energéticas do corpo sem provocar oscilações bruscas nos níveis de glicose no sangue.
Essa estratégia permite responder às necessidades fisiológicas do organismo de maneira mais estável, reduzindo a probabilidade de consumo impulsivo de alimentos com menor valor nutricional.
A adoção de hábitos gerais saudáveis, como reduzir o consumo de álcool e açúcares adicionados, manter uma alimentação rica em nutrientes e priorizar alimentos com propriedades anti-inflamatórias, também contribui para o equilíbrio do organismo ao longo de todo o ciclo menstrual.
Leia outras matérias do Jornal Paraná e do parceiro Blog do Tupan
Líder da gangue da correntinha é preso com a mão na massa
Discute com o irmão e crava faca na mão dele
Paranaense é preso no Paraguai por assalto a banco
Atendente impede assalto com ajuda de um banquinho
Transportadora escondia fuzis e drogas no meio da carne
Mulher termina treta com facada na rival
Mulher é assassinada e companheiro acusa assaltantes
Fungos possuem uma “internet subterrânea das plantas”
O poder de regeneração dos humanos pode estar escondido na cicatrização
Curitiba reúne prefeitos para reforçar plano de enfrentamento ao El Niño
Frio volta ao Paraná com previsão de chuva
Cemitérios municipais de Curitiba passam a funcionar em novo horário
Curitiba tenta diminuir o número de ratos na Praça Osório
Influenza derruba Newton Bonin
Delegado Guilherme Dias vem para o teste das urnas
Banco Master bate na porta do líder do Senado do PT, Jaques Wagner
Porteira aberta para críticas negativas na eleição de 2026
Ratinho Junior reafirma apoio a Sandro Alex na disputa pelo governo do Paraná
Coordenadores da campanha de Lula estão definidos no Paraná
Biblioteca Pública promove encontro com Gregório Duvivier
Audiência pública debate liberação de bebidas com 15% de graduação alcoólica nos estádios
Fonte:Paraná Jornal

