Operação investiga lavagem de dinheiro no setor de combustíveis com vínculos a ‘Dark Horse’

A Receita Federal e o Gaeco deflagraram uma operação contra a lavagem de dinheiro no setor de.
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A Receita Federal, em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo, lançou uma operação nesta quinta-feira (24) focada na lavagem de dinheiro associada ao Crime Organizado no setor de combustíveis. A ação visa desmantelar um esquema que envolve 32 alvos, incluindo Humberto Tupinambá, sócio-proprietário do Banco Genial, e Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro e delator do Banco Master. O Grupo Entre, utilizado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, também está sob investigação por enviar US$ 12,33 milhões para a produção do filme 'Dark Horse', uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A operação abrange onze cidades em diversos estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, além do Distrito Federal. O objetivo principal é revelar o uso de estruturas complexas para a lavagem de capitais, que visam a aquisição de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil. A Receita Federal destacou a sobreposição de estruturas pela organização criminosa, que inicialmente buscou ocultar o controle de uma empresa sucroalcooleira antes de direcionar esforços para a compra de uma distribuidora de combustíveis.

As investigações têm sua base em evidências coletadas na primeira fase da Operação Carbono Oculto, incluindo contratos, documentos, mensagens e áudios obtidos através de celulares e computadores dos investigados. O Gaeco informou que as provas indicam um esquema que possibilitou a ocultação de recursos financeiros significativos, com movimentações que ultrapassaram R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025. Esses dados, em conjunto com outras evidências, reforçam a suspeita de que uma estrutura financeira complexa foi utilizada para dissimular a origem de recursos e realizar a lavagem de capitais.

Além da Receita Federal e do Gaeco, a operação conta com o suporte das polícias Militar e Civil de São Paulo. O Banco Genial, por sua vez, comunicou que Humberto Tupinambá não faz mais parte da diretoria e deixou de ser sócio da instituição em maio de 2026. O banco também afirmou que está colaborando com as autoridades, fornecendo as informações e documentos que foram solicitados.

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