Um jovem de 23 anos, natural de Apucarana, no Norte do Paraná, com histórico de tráfico de drogas e roubo, está entre os presos suspeitos de participação em um dos maiores assaltos já registrados no Paraguai. Ele foi detido durante uma operação realizada pela polícia paraguaia em uma residência no bairro Loma III, em Minga Guazú, cidade localizada a cerca de 30 quilômetros de Foz do Iguaçu.
Além do brasileiro, as equipes prenderam dois paraguaios, de 30 e 34 anos. Conforme as autoridades do país vizinho, o jovem possui antecedentes por roubo agravado e tráfico de drogas. Um dos paraguaios era procurado por roubo seguido de morte, enquanto a mulher detida não tinha registros criminais.
A investigação apura o envolvimento do grupo no ataque simultâneo contra três bancos e uma casa de câmbio ocorrido na madrugada de terça-feira, 16 de junho, em Santa Rita, município situado a aproximadamente 70 quilômetros da fronteira com o Brasil.
A ação mobilizou mais de 20 criminosos fortemente armados, que utilizaram explosivos para invadir as instituições financeiras, renderam policiais e funcionários, roubaram armamentos de uma viatura e incendiaram veículos para bloquear os acessos à cidade.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam cinco coletes balísticos com placas metálicas, uma espingarda calibre 12, munições, celulares, cartões bancários, dinheiro em espécie, toucas, luvas e diversos equipamentos táticos. Também foram localizados “miguelitos”, artefatos metálicos utilizados para furar pneus de viaturas e dificultar perseguições durante a fuga.
A participação de brasileiros passou a ser considerada logo após o crime, quando testemunhas relataram que integrantes da quadrilha se comunicavam em português. A informação levou os investigadores a apurar possíveis conexões do grupo com organizações criminosas que atuam no Brasil, especialmente na região de fronteira.
As investigações já haviam resultado em outras prisões na quarta-feira, dia 17, quando dois paraguaios foram capturados em Emboscada, nas proximidades de Assunção. Na ocasião, celulares e outros materiais considerados importantes para a apuração foram apreendidos e encaminhados ao Ministério Público paraguaio para análise.
O valor levado durante o assalto ainda não foi oficialmente divulgado, mas as autoridades estimam um prejuízo de milhões de guaranis às instituições financeiras.
A polícia continua as diligências para identificar todos os integrantes da organização criminosa, esclarecer a participação de cada suspeito e recuperar parte do dinheiro roubado.
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Fonte:Paraná Jornal

