A Polícia Federal (PF) está implementando um novo sistema de proteção contra drones, com o objetivo de intensificar a segurança de autoridades. Nos primeiros dois meses de 2026, a segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neutralizou em média 128 drones diariamente, conforme dados do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI).
O sistema, denominado C-UAS (Sistema de Contramedidas contra Aeronaves Não Tripuladas), não apenas visa proteger autoridades, mas também deve assegurar a segurança de testemunhas e das instalações da PF. O investimento inicial no projeto é de R$ 1,5 milhão, e o contrato firmado se estende até o ano de 2031.
Esse mesmo sistema já foi utilizado pela Ucrânia para se proteger contra drones em conflitos com a Rússia e está em operação pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, conforme informações do fabricante.
Além do contrato atual, a PF também iniciou um processo de registro de preços para a aquisição de armas portáteis capazes de neutralizar drones, com uma estimativa de investimento de R$ 72,9 milhões. A tecnologia conta com recursos de detecção e interferência eletrônica, podendo ser utilizada de forma fixa ou móvel, dependendo das necessidades operacionais.
Os equipamentos foram testados durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada em março na cidade de Campo Grande.
A decisão de reforçar a defesa aérea ocorre em um contexto de aumento nas ocorrências de drones invadindo o espaço aéreo das residências oficiais da Presidência e da Vice-Presidência, além do Palácio do Planalto, onde Lula desempenha suas funções. No primeiro bimestre de 2026, o GSI registrou 6.444 ocorrências de drones sobrevoando áreas restritas ligadas à Presidência.

