Na manhã de 19 de maio de 2026, a Polícia Federal (PF) executou dois mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares, contra um perito criminal federal. Ele é suspeito de ter vazado informações sigilosas relacionadas ao inquérito que investiga fraudes cometidas pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro.
A operação, que busca apurar um possível crime de violação de sigilo funcional, foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator do caso Master na Corte. A PF informou que o perito, em sua função, teria repassado à imprensa informações confidenciais obtidas a partir de análises de material apreendido em fases anteriores da Operação Compliance Zero.
Entre as informações vazadas, conforme apuração da PF, está o contrato advocatício de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, com o Banco Master. Também foram divulgadas mensagens entre o magistrado e Vorcaro, que é o principal investigado no caso.
O STF, em nota oficial, esclareceu que as diligências realizadas têm um caráter específico e instrumental, com o objetivo de preservar a investigação em curso. Além disso, a nota enfatiza a prevenção de possíveis novas infrações e a coleta de provas ainda não obtidas.
As medidas adotadas na operação não têm como alvo jornalistas ou veículos de comunicação, assegurando a liberdade de atuação jornalística e o direito constitucional ao sigilo da fonte. A investigação, portanto, concentra-se na conduta do agente público, que supostamente teria descumprido o dever de proteger informações sigilosas.

