Polícia Federal realiza nova fase da Operação Rent a Car contra desvio de cotas parlamentares

A terceira etapa da Operação Rent a Car, chamada de Galho Fraco II, é realizada pela Polícia.
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A Polícia Federal (PF) deu início nesta manhã, 1º de julho de 2026, à terceira fase da Operação Rent a Car, conhecida como Galho Fraco II. Esta fase visa aprofundar as investigações sobre um suposto desvio de recursos da cota parlamentar na Câmara dos Deputados, utilizando uma locadora de veículos que estaria emitindo notas fiscais fraudulentas.

Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo cumpridos em diferentes regiões, incluindo o Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. A ação tem como foco a coleta e preservação de evidências que possam corroborar a investigação em andamento.

As apurações indicam a existência de um possível esquema que envolve tanto agentes públicos quanto privados, assim como empresas que teriam sido utilizadas para dar uma aparência de legalidade às movimentações financeiras irregulares. A PF também identificou indícios de tentativas de ocultação ou modificação de provas, o que pode configurar fraude processual.

Na fase anterior da operação, a PF já havia cumprido mandados contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ), que não são alvos nesta nova etapa. Durante essa segunda fase, a PF apreendeu R$ 430 mil em dinheiro em espécie em um local vinculado a Sóstenes. O nome da operação anterior foi Galho Fraco.

As investigações revelaram que a locadora em questão recebeu R$ 915 mil provenientes da cota parlamentar. A primeira fase da operação focou em assessores dos parlamentares e nos contratos estabelecidos, enquanto agora as investigações se concentram diretamente nos dois deputados citados.

Os investigadores afirmam que a locadora de veículos foi utilizada para criar contratos de prestação de serviços fictícios, desviando, assim, recursos públicos das cotas parlamentares. Além disso, a PF aponta que houve um acordo ilícito entre agentes públicos e empresários para efetuar esse desvio de recursos.

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