Progressistas de São Paulo buscam apoio a Flávio Bolsonaro em meio a divisão partidária

O PP de São Paulo promove uma articulação em favor do senador Flávio Bolsonaro, visando consolidar seu.
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O Progressistas (PP) de São Paulo está empenhado em liderar uma iniciativa em prol do senador Flávio Bolsonaro (PL), com o objetivo de assegurar o apoio da sigla em um possível segundo turno da eleição presidencial. Essa articulação acontece apesar do sinal positivo do presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, e das movimentações contrárias de lideranças do Nordeste, que estão a favor de uma aliança com o presidente Lula (PT).

Representantes do PP em estados como Maranhão, Pernambuco e Paraíba têm buscado construir uma posição favorável ao apoio a Lula. Em contrapartida, a estratégia Em São Paulo é formar um bloco de apoio a Flávio, para que o grupo chegue fortalecido à reunião em que será definido o posicionamento do partido e do União Brasil, partido com o qual o PP é federado, agendada para o dia 6 de outubro.

Maurício Neves, presidente estadual do Progressistas, está à frente desse movimento. A proposta é criar uma “onda de apoio” ao senador, com a expectativa de que diretórios de estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro também se unam a essa articulação. Os dirigentes planejam, inclusive, dialogar com representantes dos estados nordestinos que possuem uma visão divergente.

A pressão será direcionada a Ciro Nogueira e Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, uma vez que a federação entre as duas legendas exige que a decisão seja discutida em conjunto. Tanto o PP de São Paulo, que já declarou apoio a Flávio desde o primeiro turno, quanto a equipe de campanha do senador, acreditam que a votação de Lula no Nordeste pode ser inferior à registrada em eleições passadas. Essa análise considera o desempenho do presidente na região e os investimentos feitos por Flávio durante a campanha.

Recentemente, o senador conseguiu diminuir a vantagem de Lula entre os eleitores nordestinos em um cenário de segundo turno. De acordo com a pesquisa Quaest divulgada no dia 21, Flávio aumentou suas intenções de voto de 28% para 31%, enquanto Lula viu sua votação cair de 60% para 57%. Apesar da queda, o presidente ainda se mantém à frente nas intenções.

Com a aproximação do final da campanha, as equipes dos candidatos têm se mobilizado para formar alianças visando um eventual segundo turno. Durante o primeiro turno, Flávio buscou apoio, mas acabou por ficar isolado. Agora, seus aliados acreditam que o crescimento nas pesquisas pode ser um fator favorável para tentar novas articulações.

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