Rede de receptação é descoberta no Centro de Curitiba

As investigações sobre a morte do comerciante Edi Gervásio, de 58 anos, apontaram para a existência de.

WhatsApp
Facebook
Twitter
Print


As investigações sobre a morte do comerciante Edi Gervásio, de 58 anos, apontaram para a existência de uma possível rede de receptação de objetos furtados e roubados em Curitiba. O caso, tratado como latrocínio, ocorreu em setembro de 2025, no bairro Rebouças, e segue sendo apurado pela Polícia Civil.

Durante os levantamentos, os investigadores identificaram indícios de que celulares e outros bens obtidos por meio de crimes eram utilizados como forma de pagamento em estabelecimentos localizados na região central da capital, incluindo hotéis de alta rotatividade.

Um dos suspeitos presos pelo envolvimento na morte de Gervásio admitiu, em depoimento, ter levado pertences da vítima após o assalto. Segundo o relato, foram subtraídos dinheiro, um cartão bancário e uma faca.

Imagens de câmeras de segurança já haviam registrado o investigado utilizando o cartão da vítima em uma loja de conveniência para adquirir bebidas. A identificação do homem ocorreu após uma familiar reconhecer o suspeito e comunicar as autoridades.

No decorrer das diligências, a Polícia Civil descobriu que o telefone celular pertencente ao comerciante teria sido entregue como forma de pagamento em um hotel situado nas proximidades do Terminal do Guadalupe. Conforme a investigação, funcionários do estabelecimento teriam recebido objetos de origem ilícita em troca de hospedagem.

De acordo com declarações apresentadas no caso, a prática envolveria a troca de aparelhos eletrônicos e outros itens por dinheiro, produtos ou diárias em hotéis. Um recepcionista passou a responder por suspeita de receptação em razão dos elementos reunidos durante a apuração.

Embora um dos investigados tenha confessado inicialmente participação no crime após ser preso, posteriormente ele alterou a versão e afirmou que teria assumido a autoria sob pressão durante o interrogatório. As alegações são analisadas no processo judicial.

A morte de Edi Gervásio ainda não foi totalmente esclarecida. Além do latrocínio ocorrido no Rebouças, o homem detido também é investigado por outro roubo seguido de morte praticado contra um comerciante no bairro Tatuquara, fato que teria ocorrido após o primeiro caso.

Enquanto um dos suspeitos permanece preso à disposição da Justiça aguardando sentença, o segundo envolvido apontado pela investigação continua foragido. Equipes policiais mantêm as buscas para localizá-lo.

O caso começou a ser desvendado depois que moradores estranharam o fechamento do tradicional bar administrado por Gervásio durante dois dias consecutivos. Ao entrarem no imóvel, encontraram o comerciante ferido em estado grave.

A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Cajuru, mas morreu dias depois em decorrência das lesões sofridas durante a ação criminosa.

Fonte:Paraná Jornal

PUBLICIDADE

Relacionadas: