Tifanny Abreu critica nova norma da CBV e promete lutar por seus direitos no vôlei

Após a Confederação Brasileira de Voleibol anunciar novas regras de elegibilidade, Tifanny Abreu se manifesta e ressalta.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

Tifanny Abreu, atleta do Osasco, quebrou o silêncio após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) implementar uma nova política de elegibilidade para competições femininas. Em sua declaração, a jogadora expressou sua indignação e afirmou estar vivendo um momento complicado, mas que está disposta a lutar para continuar sua carreira no voleibol.

A nova norma, que entrou em vigor no dia 14 de agosto de 2026, restringe a categoria feminina das competições organizadas pela CBV a atletas que sejam classificadas como do sexo biológico feminino. A verificação da elegibilidade será realizada por meio da triagem do gene SRY, o que, na prática, impede Tifanny, mulher trans, de competir em torneios nacionais, incluindo a próxima Superliga.

Tifanny Abreu se manifestou após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista, onde leu um texto que expressava seus sentimentos sobre a nova regra. Ela enfatizou a dificuldade emocional que a decisão trouxe para sua vida, destacando que sua trajetória no voleibol feminino abrange mais de dez anos e que a mudança afeta não apenas sua carreira, mas também o clube, os torcedores e os patrocinadores.

A jogadora criticou a volta do uso de testes genéticos para determinar a elegibilidade na categoria feminina, considerando essa medida um retrocesso no debate sobre inclusão no esporte. Ao final de sua declaração, Tifanny deixou claro que não pretende se calar e que tomará todas as medidas necessárias para defender seus direitos e sua continuidade na prática esportiva.

Com a nova política, a CBV estabelece que a triagem para a presença do gene SRY será obrigatória para todas as atletas que desejam competir na categoria feminina. A coleta do material pode ser feita por meio de saliva, mucosa bucal ou sangue. Atletas com resultado SRY negativo estarão aptas a competir, enquanto aquelas que não atenderem a esse critério não poderão participar.

No entanto, a jogadora poderá defender o Osasco no Campeonato Paulista, já que a Federação Paulista de Volleyball decidiu manter as regras que estavam em vigor antes da publicação da nova política da CBV, permitindo que ela jogue no estadual iniciado em 13 de agosto de 2026. A FPV anunciou que quaisquer mudanças nas regras para futuras competições serão discutidas após análises de suas áreas jurídica e de saúde.

PUBLICIDADE

Relacionadas: