Na noite de sábado, 27, equipes de resgate localizaram os corpos da mulher e dos dois filhos do jogador argentino Lucas Trejo, que estavam sob os escombros do edifício Cumanagoto, em Praia Grande, na Venezuela. Os três não sobreviveram ao colapso do prédio, que ocorreu durante um terremoto na região.
As vítimas foram identificadas como Yanina Maranella e as crianças Aarón, de 5 anos, e Ainhoa, de 7 anos. O jogador não se encontrava no local no momento do desabamento e acompanhou as operações de busca e resgate realizadas por bombeiros nos dias seguintes à tragédia. O clube Deportivo La Guaira, ao qual Trejo é vinculado, emitiu uma nota oficial lamentando o falecimento da família e expressou solidariedade ao jogador.
Na quinta-feira, 25, Lucas Trejo havia feito um apelo público nas redes sociais, buscando informações sobre o paradeiro de seus familiares. Ele mencionou que o edifício onde moravam havia caído e estava angustiado pela incerteza.
Os terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira tiveram magnitudes de 7,5 e 7,2, ocorrendo em sequência com menos de um minuto de diferença. A força dos abalos sísmicos causou danos significativos, derrubando diversas edificações e deixando um rastro de destruição. O governo local reportou pelo menos 1.430 mortos até o último boletim.
Além das fatalidades, mais de três mil pessoas ficaram feridas e 3.100 foram deixadas desabrigadas. A Organização das Nações Unidas está monitorando a situação e acredita que o número de vítimas pode aumentar nas próximas horas. A Organização Internacional para as Migrações também divulgou um relatório que estima que cerca de 6,8 milhões de pessoas foram afetadas pelos tremores.
O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários indicou que existem 50 mil pessoas desaparecidas, aumentando a gravidade da situação. As equipes de emergência continuam realizando buscas incansáveis nas áreas afetadas, na esperança de encontrar sobreviventes entre os escombros.

