Três policiais sequestrados na Colômbia geram mobilização das forças de segurança

O sequestro de três integrantes da Polícia Nacional na Colômbia, atribuído ao ELN, levou o presidente Abelardo.
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Na manhã desta segunda-feira, 17, três policiais da Polícia Nacional da Colômbia foram sequestrados em uma área rural do departamento de Norte de Santander. O sequestro é atribuído a guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN), conforme informações preliminares divulgadas pela rádio Caracol.

Os policiais Fredy Alexis Russi González, Erika Tatiana Monroy e Edison Yesid Medina Traslaviña, que fazem parte do Grupo Investigativo contra o Terrorismo, estavam em um Chevrolet Spark vermelho quando, por volta das 12h30, foram interceptados por homens armados em duas caminhonetes. Os sequestradores, que portavam fuzis, dispararam um tiro de advertência para forçar a parada do veículo.

Após obrigá-los a sair do carro, os homens armados levaram os policiais à força para uma localidade próxima. O automóvel foi deixado abandonado às margens da estrada, apresentando um dos vidros traseiros quebrado e com inscrições em azul.

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, condenou o ato de sequestro e anunciou a mobilização das forças de segurança para encontrar os policiais. Ele afirmou: "Ordenei mobilizar todas as capacidades da Força Pública para encontrá-los, trazê-los de volta sãos e salvos e capturar os responsáveis por este ato criminoso".

A situação de segurança no país se torna ainda mais crítica em meio a uma série de episódios violentos, especialmente em Norte de Santander. Neste domingo, 16, um ataque a militares resultou na morte de um soldado e deixou outros seis feridos. O ELN teria utilizado drones carregados com explosivos contra as tropas, e horas depois, o hospital que recebeu parte dos feridos também sofreu um ataque armado.

Além disso, a violência impacta os esforços de ajuda às vítimas do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia no dia 10. Um caminhão que transportava doações foi alvo de disparos quando homens em motocicletas tentaram parar o veículo para saquear a carga. Organizações humanitárias relataram dificuldades em acessar determinadas regiões devido à presença de grupos armados.

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