O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão do "Projeto Liberdade", uma iniciativa destinada a guiar navios pelo Estreito de Ormuz. A decisão foi divulgada em uma publicação na plataforma Truth Social na terça-feira, 5 de maio de 2026, e foi motivada por solicitações do Paquistão e de outras nações, após progressos significativos nas negociações com o Irã.
Trump informou que a suspensão permanecerá em vigor para avaliar a possibilidade de um acordo final e sua formalização. Antes dessa declaração, o Secretário de Estado, Marco Rubio, havia mencionado que a fase de combate das operações americanas contra o Irã, iniciadas em fevereiro, havia sido concluída. Rubio enfatizou que o foco dos EUA agora estava na nova operação destinada a garantir a navegação segura no estreito.
A operação no Estreito de Ormuz, que se tornara um ponto crucial para a navegação internacional, foi inicialmente proposta por Trump em 4 de maio de 2026, quando afirmou que os Estados Unidos começariam a guiar navios por essa via estratégica. O presidente ressaltou que diversas nações, que não estão envolvidas nas disputas do Oriente Médio, solicitaram a assistência americana para liberar embarcações que se encontravam em uma situação delicada na região.
Trump descreveu esses países como "observadores neutros e inocentes", destacando a importância de garantir a segurança das embarcações. Ele afirmou que essa operação representava um gesto humanitário dos Estados Unidos, com benefícios não apenas para o Irã, mas também para toda a região do Oriente Médio.
O presidente alertou que qualquer interferência no processo de orientação dos navios seria tratada de maneira firme. A suspensão da operação ocorre em um momento em que os impactos econômicos do fechamento do Estreito de Ormuz se tornam mais evidentes, com os preços da gasolina nos EUA alcançando uma média de US$ 4,45, conforme relatado.
Dessa forma, a situação no Estreito de Ormuz continua a ser monitorada de perto, com as autoridades americanas avaliando os desdobramentos das negociações e o impacto nas relações com o Irã.

