A Venezuela enfrenta uma situação de calamidade após a ocorrência de terremotos, conforme relato do missionário Gabriel Orozco, Radicado no Brasil. Durante sua participação em um programa, ele compartilhou a dor de ter perdido dois tios em um desabamento de prédio, refletindo a realidade angustiante que muitos venezuelanos estão vivendo.
Orozco destaca que, apesar do luto, é um momento propício para uma reflexão sobre a preparação do país para desastres naturais. Ele questiona por que a Venezuela, que já é habitual em sofrer com terremotos, não se preparou adequadamente para esta eventualidade.
Após a catástrofe, a situação se agrava com a escassez de medicamentos em hospitais e a falta de equipes de bombeiros para o resgate. O missionário menciona que muitas famílias estão presas sob os escombros e clamando por ajuda, sendo que os resgates estão sendo realizados, em sua maioria, por membros da sociedade civil.
O impacto da Crise na Venezuela é exacerbado pelo legado da ditadura de Nicolás Maduro, que, , destruiu as estruturas do país ao longo de 25 anos de socialismo. Ele observa que a tragédia natural se sobrepõe a uma tragédia humanitária, resultando em uma situação insustentável para a população.
O relato do missionário inclui uma crítica à discrepância entre os dados oficiais e a realidade. Enquanto a sociedade civil estima que cerca de 40 mil pessoas estão desaparecidas, o governo de Delcy Rodríguez apresenta um número inferior a 200. Orozco descreve a situação como uma cidade inteira destruída, ressaltando a falta de transparência do governo.
Em relação à ajuda humanitária, Orozco apontou que a assistência enviada pelo Brasil está atrasada. Ele mencionou que El Salvador, um dos menores países da América Latina, já enviou três aviões com ajuda, e o quarto está a caminho, enquanto o Brasil apenas iniciará o envio no mesmo dia. Ele também observou que a Colômbia, outro país socialista, ainda não se manifestou sobre a situação.

