Mudança na Delegacia da PF gera controvérsia após pedido de investigação contra Lulinha

A Polícia Federal promoveu a troca do delegado que investigava fraudes no INSS, gerando críticas da oposição..
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A Polícia Federal (PF) anunciou a substituição do delegado Guilherme Figueiredo Silva, que liderava a investigação sobre fraudes no INSS e havia solicitado a apuração envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República. A mudança no comando das investigações gerou críticas por parte da oposição, que exige esclarecimentos do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sobre a decisão.

Guilherme Figueiredo Silva estava à frente da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e conduzia o inquérito desde que o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), em virtude do foro privilegiado dos investigados. A troca teria sido solicitada pelo próprio delegado, que pretende retornar a Minas Gerais, seu estado natal.

A transferência do caso para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores surpreendeu o gabinete do ministro Mendonça, que tomou conhecimento da mudança em uma reunião realizada no dia 15. A condução do inquérito pelo agora ex-delegado era considerada positiva por interlocutores do relator das fraudes no INSS.

Em resposta às críticas, a PF informou que a equipe responsável pelas investigações permanece inalterada. A instituição destacou que a mudança visa garantir maior eficiência e continuidade às apurações, uma vez que a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores é especializada em operações sensíveis que tramitam no STF.

A substituição do delegado ocorre após ele ter solicitado medidas contra Lulinha, além de ter pedido a prisão de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, identificado como o principal responsável pelas fraudes em aposentadorias. O delegado deixou a condução do caso no início do mês e redistribuiu as investigações para outros membros da PF, sem participar da última rodada de depoimentos na chamada “Farra do INSS”.

A pressão da oposição por esclarecimentos é evidente. O senador Carlos Viana, do PSD-MG e ex-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, encaminhou um ofício ao diretor-geral da PF, cobrando transparência na troca do delegado em um momento tão crítico. Já o deputado federal Alfredo Gaspar, do PL-AL e ex-relator da CPMI, exigiu explicações do Ministério da Justiça e Segurança Pública, enfatizando a importância da integridade da instituição.

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