Relator do TSE analisa ação de Flávio Bolsonaro contra pesquisa da Atlas

Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, assume relatoria de ação que contesta metodologia de pesquisa da.
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Foto: Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, assumiu a relatoria da ação protocolada pela equipe jurídica do senador Flávio Bolsonaro (PL) contra a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, cuja divulgação ocorreu na manhã do dia 19 de maio de 2026. A contestação surge após a exibição de um áudio que apresenta uma conversa entre Flávio e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, sem o contexto completo necessário para a compreensão das informações.

A defesa de Flávio argumenta que a pesquisa, ao exibir o áudio, não incluiu a justificativa do senador sobre o financiamento do filme “Dark Horse” e sua afirmação de que não houve contrapartida. Esse ponto é considerado crucial pela equipe jurídica, que sustenta que a sequência de perguntas e a forma como os temas foram apresentados comprometem a neutralidade do levantamento e podem influenciar as respostas dos entrevistados.

A ação questiona especificamente a metodologia utilizada pela Atlas, alegando que o questionário foi desenhado de maneira a induzir uma percepção negativa do pré-candidato. A defesa solicita, portanto, a suspensão da divulgação da pesquisa, argumentando que ela cria um “precedente manipulativo grave” e não respeita a imparcialidade que deve ser inerente a levantamentos eleitorais.

Além disso, a representação também destaca que o questionário não se limitou a captar a opinião dos eleitores, mas incluiu elementos que poderiam moldar a percepção dos entrevistados antes de perguntas sobre a imagem, rejeição e viabilidade eleitoral do senador. Isso levanta preocupações sobre a integridade da pesquisa e sua conformidade com as normas esperadas para esse tipo de levantamento.

A ação de Flávio Bolsonaro ocorre em um contexto de crescente vigilância sobre as práticas de pesquisa eleitoral, especialmente em um período pré-eleitoral, onde a transparencia e a honestidade nas metodologias são cruciais. A equipe jurídica do senador enfatiza que as pesquisas devem seguir critérios rigorosos de equilíbrio e imparcialidade, evitando que se tornem ferramentas de manipulação da opinião pública.

Por fim, a representação pede ainda a apuração de um possível crime eleitoral, citando o risco de que a divulgação de uma pesquisa considerada fraudulenta possa ocorrer, reforçando a necessidade de uma avaliação meticulosa das práticas de pesquisa no cenário político atual.

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