Operação policial em Hong Kong resulta na prisão de cinco pessoas ligadas a livrarias

A polícia de segurança nacional de Hong Kong prendeu cinco indivíduos em operação contra livrarias independentes, acusando-os.
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A polícia de segurança nacional de Hong Kong efetuou a prisão de cinco pessoas durante uma operação direcionada a duas livrarias independentes, refletindo a crescente repressão após o fortalecimento do controle chinês sobre a região. Os detidos são acusados de comercializar publicações que supostamente incitam o ódio contra o governo local, o Judiciário e as forças de segurança. O crime de sedição, conforme estabelecido na Lei de Segurança Nacional aprovada em 2024, pode resultar em penas de até sete anos de prisão.

Embora os nomes dos estabelecimentos não tenham sido divulgados pelas autoridades, a imprensa local identificou as livrarias como Have a Nice Stay e Greenfield Bookstore, ambas localizadas em Kowloon. A Have a Nice Stay foi fundada por jornalistas que anteriormente trabalhavam no portal Stand News, que foi fechado em 2021 após uma operação policial.

Esta operação é a terceira do gênero contra livrarias independentes nos últimos meses. Em junho, a polícia prendeu dois funcionários da Hunter Bookstore pela mesma acusação de sedição. Em março, quatro trabalhadores da Book Punch também foram detidos por motivos semelhantes. Essas ações têm gerado preocupações sobre a liberdade de expressão e a repressão a vozes dissidentes na cidade.

Organizações de direitos humanos afirmam que essa ofensiva é parte de uma estratégia mais ampla para silenciar críticas em Hong Kong. De acordo com a Human Rights Watch, pelo menos seis livrarias independentes passaram por auditorias fiscais desde o final de 2023, evidenciando a crescente pressão sobre o setor desde a onda de protestos em 2019.

A repressão ocorre em um contexto de crescente influência de Pequim sobre Hong Kong. Desde os protestos pró-democracia em 2019 e a imposição da Lei de Segurança Nacional pela China em 2020, posteriormente complementada por legislação local em 2024, as autoridades têm intensificado a repressão contra opositores, veículos de imprensa e organizações da sociedade civil, bem como outros espaços críticos ao governo.

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