Partido Liberal aciona TSE por uso de perfis falsos contra Flávio Bolsonaro

O PL protocolou uma ação no TSE denunciando uma rede de perfis falsos que impulsionam conteúdos negativos.
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O Partido Liberal (PL) apresentou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando a existência de uma rede de perfis falsos que tem sido utilizada para promover conteúdos desfavoráveis a filiados da legenda, com destaque para o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Essa denúncia foi formalizada em uma petição onde o partido solicita a remoção dos anúncios considerados irregulares e exige que a Meta forneça informações para a identificação dos responsáveis pelas contas.

Na documentação, o PL aponta que foram identificadas 51 páginas que veicularam anúncios impulsionados, os quais somaram cerca de 250 milhões de visualizações. Os investimentos em campanhas patrocinadas chegaram a aproximadamente R$ 3 milhões, além de US$ 20 mil e 42 mil pesos colombianos. A legenda estima que os conteúdos alcançaram entre 77 milhões e 137 milhões de brasileiros.

O partido ressalta que as páginas denunciadas apresentam uma audiência orgânica baixa, mas conseguem um grande alcance por meio de anúncios pagos, o que indicaria uma atuação coordenada. O PL acredita que a estrutura de perfis falsos pode ser ainda maior do que a já identificada.

Além da retirada das publicações, o PL requer que o TSE determine à Meta o fornecimento de dados como endereços de IP e outras informações técnicas que possibilitem a identificação e responsabilização dos administradores dos perfis mencionados.

A situação ganhou notoriedade após reportagens que revelaram que sete páginas anônimas investiram cerca de R$ 1 milhão em anúncios patrocinados nos últimos 90 dias, com foco principal em Flávio Bolsonaro e no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os conteúdos também promoviam mensagens favoráveis ao ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que é apontado como pré-candidato ao governo paulista.

As reportagens destacam que os perfis tinham menos de 400 seguidores cada, mas conseguiam alcançar milhões de usuários através do impulso pago. Dentre os conteúdos patrocinados, havia publicações que associavam Flávio Bolsonaro a milícias e outras que rotulavam Tarcísio de Freitas como “traidor”. Em contrapartida, anúncios que apoiavam Haddad afirmavam que o ministro teria a intenção de “cortar impostos sobre remédios”.

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