PGR conclui que não houve negócios envolvendo Lulinha e Luchsinger com o governo

A Procuradoria-Geral da República informou ao STF que a Atuação de Lulinha e Roberta Luchsinger não resultou.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a atuação de Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, não levou ao fechamento de negócios com o poder público. Em manifestação, o vice-procurador-Geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, destacou que, apesar de terem sido identificados pagamentos feitos por Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", à lobista, não há registro de negócios concretizados que pudessem evidenciar o atendimento às pretensões do grupo.

O posicionamento da PGR foi encaminhado ao ministro André Mendonça, responsável pela investigação que envolve Lulinha e Luchsinger. A PGR sugere que o inquérito sobre possível tráfico de influência ligado a eles seja enviado à Justiça Federal de primeira instância. A investigação foi iniciada por Mendonça após uma representação da Polícia Federal (PF), que apura a atuação dos dois na defesa dos interesses de Antunes em relação ao mercado de canabidiol no governo federal.

De acordo com a PF, Lulinha e Luchsinger teriam feito a interlocução com autoridades que poderiam facilitar operações de Antunes. A investigação também aponta pagamentos a Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, que poderia ter colaborado na articulação de interesses do grupo, incluindo contatos com Berger Barbosa, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde.

A PF investiga Lulinha por suspeitas de tráfico de influência em negociações com órgãos governamentais e com o Palácio do Planalto, sendo alvo de três inquéritos no STF. Dois desses inquéritos estão sob a relatoria de André Mendonça, enquanto um terceiro é de responsabilidade de Flávio Dino. O primeiro inquérito, autorizado em 30 de julho, apura possíveis irregularidades relacionadas ao Ministério da Saúde, onde Lulinha teria atuado em favor de interesses do "Careca do INSS".

No dia seguinte, foi autorizada a abertura de um segundo inquérito para investigar se Lulinha favoreceu empresários interessados em negócios com a Dataprev. O terceiro inquérito, sob a relatoria de Dino, envolve a empresa 3Structure It LTDA, que possui contratos de R$ 50 milhões com o governo federal e pertence a um amigo de Lulinha. Em mensagens, a lobista Roberta Luchsinger afirmou: "Fábio e eu somos uma coisa só".

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