Para os estudantes que utilizam Braille, o material é produzido mediante manifestação de interesse e solicitação encaminhada pela escola –
Cerca de 2,6 mil estudantes cegos, surdocegos ou com baixa visão da rede estadual de ensino do Paraná têm acesso aos cardápios da alimentação escolar em formatos acessíveis. A iniciativa é desenvolvida por meio de parceria entre o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) e o Departamento de Educação Inclusiva (Dein) da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR).
O projeto Cardápio Escolar Inclusivo amplia a acessibilidade da alimentação escolar ao garantir que os estudantes possam conhecer, de forma adequada às suas necessidades, as informações sobre os alimentos que serão servidos nas escolas.
Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a iniciativa reforça que a inclusão deve estar presente também nas atividades cotidianas. “Não basta garantir o acesso à alimentação escolar; é preciso garantir também o acesso à informação sobre ela”, afirma.
Os cardápios são disponibilizados em arquivos digitais no formato PDF, com fonte ampliada, tamanho 18, e estrutura preparada para favorecer a acessibilidade digital. Os documentos trazem a programação da alimentação escolar para um período previsto de 50 dias, permitindo aos estudantes consultar antecipadamente as refeições que serão oferecidas. Quando houver necessidade específica, também poderá ser utilizada fonte maior.
Para os estudantes que utilizam Braille, o material é produzido mediante manifestação de interesse e solicitação encaminhada pela escola. Dessa forma, cada estudante poderá receber as informações sobre a alimentação escolar no formato mais adequado às suas necessidades de acessibilidade.
AUTONOMIA E INCLUSÃO
O acesso ao cardápio permite que o estudante conheça previamente as opções que serão oferecidas pela escola e participe da rotina escolar com mais autonomia e segurança. A medida também amplia o acesso à informação e fortalece práticas inclusivas no cotidiano da rede estadual.
Segundo a pedagoga da Divisão de Planejamento da Alimentação Escolar do Fundepar, Priscila Gervasio, a iniciativa transforma uma atividade cotidiana em uma oportunidade concreta de inclusão. “Alimentação é direito. Informação também. O cardápio faz parte da rotina de todos os estudantes e, por isso, precisa estar disponível de forma acessível. É uma ação concreta de inclusão, que contribui para a autonomia e para a participação dos estudantes na vida escolar”, comenta.
COMO FUNCIONA
Nos casos em que o estudante necessitar do cardápio em Braille, a escola registra a demanda e encaminha a solicitação ao Núcleo Regional de Educação (NRE), que orienta o procedimento junto ao Fundepar.
O Fundepar fornece as informações técnicas e os cardápios necessários para a elaboração dos materiais. A Seed, por sua vez, providencia a produção ou adaptação do conteúdo em Braille. Depois, o material acessível retorna pelo fluxo institucional para ser disponibilizado ao estudante.
O formato digital também permite o uso de ferramentas de tecnologia assistiva, ampliando as possibilidades de acesso às informações pelos estudantes cegos ou com baixa visão.
ACESSIBILIDADE
De acordo com a coordenadora pedagógica de Educação Especial da Seed-PR, Cláudia Saldanha, mais do que disponibilizar o cardápio em novos formatos, o projeto amplia a acessibilidade em uma atividade presente diariamente na escola. “A proposta é garantir que as informações sobre a alimentação escolar estejam ao alcance de todos os estudantes, respeitando diferentes formas de comunicação e necessidades de acessibilidade”, observa.
A iniciativa integra as políticas de alimentação escolar e educação inclusiva e está alinhada aos princípios da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei Federal nº 13.146/2015), especialmente no que se refere aos direitos de acessibilidade, informação, comunicação, autonomia e participação.
Com informações da Assessoria de Imprensa.
Fonte:A Rede PG

