Em uma declaração, Wendell comentou sobre a situação, ressaltando que "o futebol é um esporte para todos" e que não deve haver discriminação por cor de pele. Ele expressou que é triste ver pessoas se sentindo à vontade para fazer esse tipo de comentário. "Mas nós, que somos pretos, não podemos abaixar a cabeça para isso. Temos que usar isso para voltar mais fortes, como um incentivo", afirmou o jogador.
Este incidente ocorre em um momento em que Wendell vive sua melhor fase desde que chegou ao futebol estoniano. Até o momento, ele já balançou as redes 13 vezes em 20 partidas pelo Campeonato Estoniano nesta temporada. Se contabilizados os números do ano de 2025, o atacante soma 18 gols em 32 jogos pela liga nacional desde que ingressou no Levadia.
O atleta, que defende o Levadia desde julho de 2025 e veste a camisa 10, é Natural de Canitar, no interior de São Paulo, e também possui passagens pelas categorias de base do Marília. Antes de sua chegada ao futebol estoniano, Wendell deixou o Palmeiras para atuar na Ucrânia, onde jogou por equipes como Dnipro-1, Polissya, Zvyahel e Veres Rivne. Sua transferência para o Levadia marcou um passo importante em sua carreira, consolidando-se como centroavante e ganhando destaque no cenário profissional.
O episódio traz à tona a necessidade de um combate mais efetivo ao racismo no esporte, uma vez que casos como o de Wendell ainda são comuns e evidenciam a persistência de preconceitos em diversas esferas da sociedade.

