Laudo aponta que produção de Dark Horse não utilizou recursos públicos

Uma perícia do Instituto de Perícia Investigativa concluiu que o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, não.
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A produtora GoUp solicitou uma perícia sobre as finanças do filme "Dark Horse", que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro. A análise, realizada em junho deste ano pelo presidente do Instituto de Perícia Investigativa, Anísio Costa Castelo Branco, concluiu que não houve utilização de recursos públicos na produção da obra.

O laudo indicou que não foram utilizados recursos da Lei Rouanet nem houve repasses indiretos da Prefeitura de São Paulo através do Instituto Conhecer Brasil. Esta conclusão foi alcançada a partir da revisão das notas fiscais apresentadas ao perito. O relatório foi anexado a uma investigação criminal em andamento pela Polícia Civil de São Paulo e será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, conforme determinação do ministro Flávio Dino.

A perícia estimou que a produção de "Dark Horse" no Brasil teve um custo de US$ 3,73 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 20,93 milhões na taxa de conversão vigente na época. Nos Estados Unidos, os gastos foram de US$ 9,66 milhões, ou R$ 54,25 milhões. O custo total da produção foi estimado em US$ 13,39 milhões.

A análise revelou que o fundo texano Havengate financiou a totalidade do custo do filme, que se elevou a 13,3 milhões de dólares. O fundo recebeu 61 milhões de reais de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que também financiou outros filmes, incluindo um documentário sobre Lula, dirigido por Oliver Stone e lançado em 2024, e o documentário "963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos", dirigido por Bruno Barreto e lançado neste ano.

A maior parte das despesas do filme ocorreu Nos Estados Unidos, com aproximadamente 72% dos gastos realizados no país. Os custos nos EUA incluíram US$ 2,66 milhões em pré-produção, US$ 1,96 milhão em pós-produção e US$ 1,97 milhão destinados à produção e filmagem das cenas. Além disso, foram contabilizados US$ 383,2 mil no desenvolvimento do projeto e US$ 2,69 milhões na fase de "soft production", que abrange questões logísticas e administrativas antes da pré-produção.

O perito responsável pela análise afirmou ter examinado extratos bancários e detalhamentos das despesas para fundamentar suas conclusões sobre a origem e aplicação dos recursos.

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