Lula se compromete a proibir apostas online, classificando-as como vício

Durante ato em Guarulhos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, se reeleito, irá combater.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, declarou sua determinação em proibir as apostas online no Brasil, considerando o tema uma questão de saúde pública. A declaração foi feita em um comício realizado em Guarulhos, São Paulo, na noite de sexta-feira, 18. Lula destacou o endividamento de jovens e famílias em decorrência das apostas, reforçando sua oposição a esse tipo de atividade financeira.

A relação entre as apostas e o futebol foi um ponto central em seu discurso, especialmente após a divulgação de uma nota conjunta por clubes e entidades esportivas, que se manifestaram contra possíveis restrições ao setor. O texto alertava que a proibição das plataformas de apostas poderia comprometer a receita de clubes de futebol, uma vez que as empresas do setor se tornaram uma fonte importante de recursos financeiros.

No entanto, Lula desconsiderou essa preocupação, afirmando que as conquistas do futebol e da Seleção Brasileira ocorreram antes do crescimento das apostas no país. Ele reafirmou sua posição ao afirmar: "Se depender da minha vontade pessoal, eu vou acabar com a bet neste país."

O presidente ainda ressaltou que o jogo de apostas não deve ser visto como uma forma de entretenimento, mas sim como um vício que pode causar sérios problemas. Lula mencionou a possibilidade de que alguns presentes no comício fossem jovens que jogavam e acumulavam dívidas, o que, segundo ele, gera conflitos familiares e faz com que apostadores escondam suas situações financeiras de seus parentes.

"Esta jogatina na internet não é jogo de aposta, é um vício, é uma doença chamada ludopatia. A gente vai jogando de forma compulsiva, pensando que vai ganhar, e a gente só perde", afirmou Lula, enfatizando a gravidade do problema.

O presidente TAMBÉM abordou a arrecadação tributária, afirmando que sua prioridade é proteger a vida das pessoas, mesmo que isso signifique perder uma fonte de receita. Ele destacou que as apostas arrecadaram R$ 62 bilhões, mas que a proteção dos cidadãos deve ser a principal preocupação do governo. "O governo não está preocupado se vai perder imposto, o que eu não posso perder é a vida dos pobres jogando", disse.

PUBLICIDADE

Relacionadas: