O Paraná registrou 268 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho nos três primeiros dias de funcionamento de um canal específico do governo federal. As notificações foram recebidas entre quarta-feira (28) e sexta-feira (30), conforme balanço do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Com esse número, o estado figura entre os quatro com mais registros no período. São Paulo lidera o levantamento, com 1.325 notificações, seguido pelo Rio de Janeiro, com 354, e por Minas Gerais, com 345 casos. O total nacional chega a 325 denúncias, de acordo com a pasta.
O Ministério do Trabalho ressalta que os números correspondem às manifestações encaminhadas pelo canal e não significam, necessariamente, que os casos de assédio eleitoral tenham sido comprovados. Após recebidas, as denúncias passam por análise da Auditoria Fiscal do Trabalho, que avalia as informações e define as providências cabíveis.
O MTE também estuda criar uma ferramenta de transparência para dar publicidade a casos de assédio eleitoral no ambiente profissional. A proposta ainda está em avaliação e poderá seguir modelo semelhante ao da lista de empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições semelhantes à escravidão. A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas anunciadas pelo governo para prevenir e combater práticas de assédio eleitoral e discriminação por motivação política no ambiente de trabalho.
Entre as ações previstas estão iniciativas para retirar da internet sites, publicações e conteúdos em redes sociais que promovam perseguição ou discriminação por motivação política, com notificações a plataformas digitais como Google e Meta, com base em orientação técnica da Advocacia-Geral da União (AGU). Outra medida utiliza a Carteira de Trabalho Digital para informar trabalhadores sobre seus direitos e os procedimentos disponíveis para registrar denúncias, por meio de mensagens aos usuários do aplicativo. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, trabalhadores que sofrerem ou presenciarem situações de assédio eleitoral ou discriminação por motivação política podem registrar denúncias no site da pasta ou do Ministério Público do Trabalho, com informações sigilosas encaminhadas aos órgãos competentes.