Rogério Marinho critica governo Lula por irresponsabilidade fiscal

Durante evento em Brasília, o senador Rogério Marinho afirmou que o governo Lula é irresponsável do ponto.
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O senador Rogério Marinho (PL-RN) fez duras críticas ao governo Lula, classificando-o como "irresponsável do ponto de vista fiscal" durante um evento realizado na UNESC, em Brasília, no dia 18. Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, esteve acompanhado pelo vice na chapa, Alfredo Gaspar, que também representou o senador ausente.

Em sua fala, Marinho apontou que as propostas do governo geram uma "falsa sensação de estabilidade" econômica e, ao mesmo tempo, criam uma dívida que será cobrada das futuras gerações. O senador mencionou a taxa Selic e o impacto que os juros têm sobre o crédito, ressaltando que a situação fiscal atual limita os investimentos do setor privado e compromete o crescimento econômico.

O aumento da dívida pública também foi um dos focos das críticas de Marinho, que afirmou que o governo adicionou quase R$ 3,4 trilhões em novos compromissos à dívida. Ele enfatizou que esse montante pesará sobre as próximas gerações, o que, segundo ele, resulta em um custo elevado para as contas públicas. Marinho estimou que a diferença de sete pontos percentuais sobre uma dívida de R$ 10 trilhões gera um impacto anual superior a R$ 500 bilhões.

O senador fez uma analogia ao destacar a necessidade de investimentos em infraestrutura, mencionando que aproximadamente R$ 800 bilhões seriam necessários para resolver problemas relacionados ao abastecimento de água e esgotamento sanitário no país.

Além disso, Marinho criticou a proposta de reforma tributária, especialmente a alíquota de 28% do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que ele considerou "inexequível". Para ele, essa carga tributária elevada afetaria principalmente os setores de comércio e serviços, além de prejudicar pequenos empreendedores e profissionais liberais, que poderiam ser levados à informalidade.

O senador também abordou a complexidade do sistema tributário, que inclui muitas exceções e, segundo ele, não pode ser ajustado apenas por um dos Poderes. Marinho declarou que o ajuste fiscal deve ser uma responsabilidade compartilhada entre o Executivo, o Judiciário e o Parlamento.

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